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domingo, dezembro 13, 2015

Sugarless-cap.1

Desde a última vez que postei, muita coisa aconteceu. Me formei, em jornalismo e técnico em segurança do trabalho, mudei de cidade, adoeci e casei. De todas essas coisas, adoecer, obviamente, foi a única ruim. E é justamente por isso que quero voltar a escrever. Eu nem sei se o blog ainda tem leitores, mas... um dia, alguém vai ler e eu espero poder ajudar com um pouco de esperança. Como toda dieta, começo amanhã. 

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Um dia de cada vez...

Acho que, o mais complicado de terminar um relacionamento, no qual ainda existe sentimento... é aprender a se desfazer de coisas, principalmente das lembranças. Ah, as lembranças. Lembrar dói e sufoca. Você não fica lembrando de cada detalhe quando as coisas estão bem. Mas basta a coisa começar a ruir que até a forma como ele coça os olhos te faz sentir saudades. Aliás, eu sempre amei a forma como ele coça os olhos, não é algo espetacular, mas eu sempre gostei. Só não sei explicar o motivo. Eu me prendo a detalhes, porque no final das contas é o que conta. Ouvir "não vejo futuro pra gente" foi uma das piores coisas da minha vida, ainda mais pelo fato de que eu acredito/acreditava muito nesse relacionamento e talvez     porque, normalmente, era eu quem dizia isso. Entrou o ego e doeu. 
Me sinto sozinha. Sempre tenho que lidar com as coisas sozinha, tenho a sensação de que ninguem entende então é mais fácil sentir sozinha. Meu pai percebeu, e isso me fez perceber que realmente, pela primeira vez na vida eu tô sentindo uma dor real. O unico conselho que ele me deu, ainda que muito clichê foi "deixa as coisas acontecerem, se afasta, se tiver que ser seu, vai ser. Vai voltar." 
Tô tentando... tô tentando. Vai dar certo, seja lá qual for o resultado. Vai dar certo.

domingo, fevereiro 03, 2013

Pega café pra mim?*

Esqueçam todas as vezes que falei de amor... eu nunca havia amado. Eu amava a possibilidade de ser feliz, mas não amava a pessoa, com defeitos, com diferenças e todas as coisas que compõem um ser humano. Descobri isso aos 25 anos. Esperei 25 anos pra amar. Pra saber que um relacionamento não se faz na igualdade de comportamentos, mas na singularidade de cada um. Com respeito, lealdade e fidelidade. Que você passa a vida procurando alguém igual e de gostos comuns aos seus. 
Mas que a pessoa que vai te tirar da "zona de conforto" é justamente aquela que você nunca imaginou. Que gosta de games, que é super sociável, que tem um cabelo diferente, tem tatuagens e orelha alargada. Que ama cinema, a ponto de conhecer até os dubladores. Que vive de música. Enfim, que curte coisas que você nem sabia que existiam. Eu costumo dizer que, nunca se sabe o que pode acontecer e que a vida não é uma linha reta. Não existe destino traçado, seu futuro depende do que você faz no presente. Não sei se amanhã terei essa mesma impressão. A única coisa que posso garantir é que hoje sei, o que é o amor.


*Frase que marcou meus dias no RJ, onde ele mora.

As pessoas ainda leem blogs? O.o

quarta-feira, maio 25, 2011

Normal, seria estranho.

Talvez, você passe pela vida sem amar ou ser amado de verdade. Começo a achar que o amor não é algo tão simples assim... tipo, você conhece, gosta, rola aquele interesse lindo das duas partes, lutam contra tudo o que vier pra atrapalhar e depois vivem felizes para sempre. Pelo menos, não é assim com todo mundo. Não é assim comigo. Não sei se é porque sou muito passional, mas essa normalidade em relacionamentos foge da minha realidade. Simplesmente, não rola. Também, tô sem nenhum desfecho brilhante pra esse texto.






sábado, julho 03, 2010

Algum conceito sobre alguma coisa...

“Isso deve durar a vida inteira” foi o que meu pai disse quando viu um rolo gigante de papel toalha. E quantas vezes a gente não vê alguma coisa e pensa o mesmo¿ seja ele problema, pessoas ou sentimentos... Tudo parece eterno e quando algo não parece tão seguro e imortal, nos causa terror. Não é difícil agir de uma forma que agrade a todos ou a pelo menos a maioria, às vezes escondemos quem realmente somos, abdicamos de alguns prazeres pessoais ou fingimos gostar de algo pra tentar agradar e sermos “normais” . Estamos rodeados por galeras, por pessoas de “gostos” comuns, mas no fundo não é bem aquilo que desejamos. Ao invés de participar de uma turma, você preferisse estar em casa de bobeira, vendo inutilidades na televisão, pensando alto, cantando músicas inventadas na hora e compartilhando isso com alguém que você ame. Ou não, porque se curtir é bom também. Mas pelo contrário, a gente é e faz coisas que não gostamos, seguimos o comum, mentimos e agredimos facilmente e trememos ao ter que dizer a verdade ou palavras de carinho, procuramos o infinito, quando na verdade ele não existe. Um dia, você é pego de surpresa perdendo alguma coisa ou alguém importante. E percebe que não pode fazer absolutamente nada. E aí nota o tempo perdido.
O que nos prende é o comodismo, eu não sei dobrar roupas e nem fazer penteados em cabelos e nunca me interessei em aprender, minhas roupas ficam de um jeito que eu gosto e isso não me incomodava, até hoje porque vi o quão desastrosa eu sou com isso, meu cabelo eu uso de um jeito só, mas um dia terei filhas e elas precisarão de uma mãe que saiba criar... mas tbm não me preocupo, talvez eu tenha só meninos. Ou nem tenha filhos, crie apenas cachorros que, definitivamente, não ligam pra esse tipo de coisa. Também não sei fazer bolo e eu queria saber, pensei em entrar num cursinho e tudo, tentei algumas vezes... mas nenhum ficou bacana de se olhar quanto mais de se comer, exceto um de cenoura que fiz... esse sim, ficou lindo e gostoso, mas o excesso de fermento me causou a primeira azia que lembro na minha vida. Ele era bacana por fora, mas não prestava na sua essência. E é basicamente nisso que a gente se prende, beleza e pouco conteúdo. É fácil ficar entediado, querendo coisas novas e esquecermos de viver o presente, de curtir as pessoas que realmente importam, de fazermos o que realmente nos faz feliz, de sermos quem somos, sem a preocupação com o que dizem de trabalharmos naquilo que nos satisfaz. Temos medo de perder ou de arriscar, vivemos como se tudo fosse eterno e não nos dedicamos o bastante ou somos sinceros o suficiente. Correr de julgamentos, é correr da vida. Pensar que não se é capaz de fazer algo, é morrer antes do tempo. Ter pena de si mesmo e viver reclamando é viver doente e afastar as pessoas que querem ajudar. No fundo a vida é simples, quem dá sabor as coisas somos nós. E um dia, tudo acaba. Tudo.

quarta-feira, abril 21, 2010

Fumaça em meus olhos*

Não gosto muito de usar outros autores em meus textos, mas devido a minha falta de léxico e principalmente de criatividade, e apesar de já ter postado um outro texto sobre família... fui atrás de algo que exemplificasse melhor o que sinto.

A família é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto. É a definição que conhecemos. Entretanto, esta convivência pode ser feliz ou insuportável, pois seus laços afetivos podem experimentar o encanto do amor e a tristeza do ódio. E a morada sobre o mesmo teto? Dependendo dessas fases contrastantes, ela pode ser um centro de referência, onde se busca e se vivencia o amor, ou... um mero alojamento.
Não odeio minha família pelo contrário, a amo muito. Entretanto a convivência está cada vez mais complicada, entendo até como natural os pais quererem que os filhos progridam, ganhem dinheiro e sejam reconhecidos. Até mesmo pra poderem encher a boca quando comentarem com os amigos. Ultimamente a única coisa que os meus pode dizer quando perguntam “Como está a Palloma¿” é “ desempregada, solteira e não consegue terminar o bendito curso na faculdade”. Infelizmente nossos velhos não sabem o quanto são cruéis quando nos jogam na cara certas coisas. Talvez se eu fosse qualquer uma nem me importasse, mas eu me cobro muito tbm. Estar desempregada não foi proposital, eu fui assediada e era insuportável agüentar aquele homem idiota. Solteira porque... ah que porcaria isso não é doença. E não terminei a faculdade pq desencantei totalmente com aquilo, mas vou terminar por obrigação. Mas não sou um peso, não me vejo assim... afinal desde os 16 anos eu ganho meu dinheiro, só agora tô nesse perrengue. Enfim, devo continuar acreditando que as coisas são transitórias e o meu tempo está chegando.
*título pra se analisar. Mentira, foi falta de criatividade mesmo título tirado daqui.

sábado, março 13, 2010

O velho papo.

Eu jamais pensei que fosse possível ficar ausente da vida. Então eu viajei. E vi o quanto perdi me mantendo afastada. Perdi a época certa de me formar... Hoje meus amigos estão fazendo pós e eu presa em algum período da faculdade que nem sei bem qual é. Perdi meu emprego e hoje estou sem dinheiro pra comprar as coisas que tanto gosto e me são “necessárias” depois de sete anos literalmente posso dizer que estou fora do mercado de trabalho e junto com isso perdi o poder competitivo. Perdi meu amor próprio e até hoje tava aceitando qualquer pessoa pra ficar ao meu lado. Perdi tanta coisa boa.
Viajar é bom. Como diria um amigo “faz você desacostumar das coisas e enxergar tudo diferente quando volta”.
Estou tentando fazer isso... Mudar o meu modo de ser, de enxergar as coisas, Quero voltar a sonhar. Sonhar, eu nem sabia mais o que era isso. Mas começo a vislumbrar aquilo que havia esquecido. E é tão bom, parece um fôlego a mais. Um fogo que te joga pra frente. Fazendo o passado ficar onde ele deve estar, no passado.
Cansei de ver nuvens

segunda-feira, abril 20, 2009

Pequenos casos da vida comum 3...

Voltava eu, entretida olhando pro bumbum do meu cachorro... e literalmente pensando na morte da “vaca” quando alguém chama minha atenção. Na verdade, como ando desconfiada após ser assaltada, percebi que um homem me seguia. E homem quando me segue senão for pra encher a paciência é pra me assaltar, já notei.

-Senhora? Eu sou fulano e não tô aqui pra assaltar (sei!) tô aqui pedindo uma ajuda... meu filho foi assassinado e eu tô aqui humildemente com essa guia de enterro {ele me mostra apenas uma parte do papel, onde realmente tem escrito “GUIA DE ENTERRO'} e eu já consegui arrecadar uma parte e queria saber... qualquer ajuda senhora, qualquer ajuda... tamo eu e meu outro filho que viu o irmão ser assassinado na porta da nossa casa...
Olhei em volta, pra ver se achava a criança... vi uma cabeçona sendo equilibrada por duas varetinhas calçando sandálias Havaianas... o garoto ainda era forte, vinha chutando pedrinhas. Vi e me compadeci.
-Senhor, eu só tenho 1 real... serve?
-Que Deus lhe dê em dobro...
Com o coração cheio de ternura e alegria, virei para prosseguir meu caminho... quando ouvi o desnutrido murmurar: SÓ ISSO?

Imediatamente me deu vontade de gritar "MENINO VÁ SE LASCAR E ME DEVOLVE ISSO AQUI!" mas por respeito ao meu cachorro achei melhor ir embora sem entrar na provocação.
é... eu já sabia que não é somente a boa intenção que vale.

é mais ou menos isso que eles fazem quando vc vira as costas.

ô gente obrigada por me visitarem... sei que estou em falta, sei disso. Mas as coisas irão fluir. Beijos. Anotei o nome de todos que casariam cmg, vc estão no meu cadernino =p E realmente a felicidade não é criativa.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

oh céus!

A única pessoa que pensa em casar comigo é gay, pelo menos é o que dizem. Ou a coisa tá feia pro meu lado ou eu recebi o dom do celibato e não me avisaram. Vô te contar, sem preconceitos... Talvez até com inveja, mas conheço o caso de duas mulheres com problemas mentais... Dessas que andam sujas, carecas, e mesmo assim são casadas (não entrarei no mérito de quem são os maridos até pq o amor está em todos os cantos). Cara, eu sei ler, escrever, cozinhar, lavar, passar, faço reparos em roupas, gosto de crianças, animais e ainda arrisco uns passos de dança.
Não estou desesperada, entendam isso... Estou inconformada. Se bem que não ando com vontade de ficar com cara de boba à toa, nem ansiosa pra receber uma ligação e na hora não ter assunto. Mas poxa, eu não acharia ruim abrir meu coração. Não como da última vez que ouvi um "só o coração que você quer abrir"? Aí como diz minha mãe "isso acaba com qualquer tesão".
ps: perdão pelo atraso, mas o carnaval vem aí e poderei atualizar o blog... memes, mimos e coisas e tal... de antemão agradeço tudinho. Beijos e fiquem com a gente.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O Sucesso pela Visão de Nizan Guanaes, eu o contraponto.

Sou uma pessoa acomodada, por mim o único esforço que eu faria seria me revirar na cama ou levantar algum copo ou garfo. Mas quando se chega a uma certa idade e não se tem absolutamente nada, apenas duas linhas de celular =D é natural que a visão mude e os anseios aumentem. Achei perdido numa gaveta do local onde trabalho. Texto extenso mas que VALE MUITO a pena ser lido.

...apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Meu primeiro conselho : Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.

E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham, porque são incapazes de sonhar.E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:

- ‘Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.

‘E ela respondeu:-’Eu também não faço, meu filho.

‘Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: Pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: ‘Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito’. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodicéia: Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito, ou seja, é preferível o erro à omissão, o fracasso ao tédio, o escândalo ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo.Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido, tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.

Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar, sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: ‘eu não disse!’, ‘eu sabia!’. Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.

Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio (que é a morada do demônio) e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito o que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses, que trabalham de sol a sol, construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe!

Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo (que é mesmo o senhor da razão) vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama SUCESSO.

  • Nizan Guanaes é publicitário. Texto criado para uma turma
    de administração da Bahia, da qual ele foi paraninfo. Considerado,
    também, pela revista Istoé uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil.

terça-feira, janeiro 20, 2009

minhas experiências pós morte...

Nesses 22 anos de vida, participei de seis velórios. Uma média de 0,27 enterros por ano (sempre quis usar um dado como esse). Com exceção de um, os outros foram momentos agradáveis. Não me entendam mal, é porque cada um marcou um recomeço em minha vida. Quando eu tinha sete anos, meu avô faleceu. Como não tínhamos relação afetiva eu pulei de alegria, pois seria meu primeiro contato com um defunto humano e eu achava que era algo bacana, pois a mamãe vez ou outra passava a madrugada fora de casa, velando algum corpo... Na minha cabeça, se alguém fica fora de casa durante a madrugada é porque a coisa é boa. Foi horrível... Não tive coragem de chegar perto, a viúva me contou detalhes me mostrando os cômodos da casa por onde ele havia passado pouco antes de "bater as botas", e ainda tive alucinações, só melhorou quando chegou a hora do almoço... Não esqueço aquele arroz soltinho junto com um frango ao molho delicioso, mas passei um bom tempo tendo pesadelos durante a noite. Anos depois, entrei de penetra no velório da afilhada de uma bisavó minha, esse sim foi bacana... Perdão, mas se a família dela tava tomando Skol eu que não iria sofrer. Foi nesse dia que eu resolvi encarar meu medo, aproveitei que ela estava sozinha na sala e comecei a explorar. Cheirei, cutuquei, tentei descruzar os dedos dela, apertei o nariz, mexi nos cabelos, pus a mão na testa dela pra sentir o tão famoso “gelado”. Após isso, voltei a dormir... Acreditando que realmente os mortos não fazem nada. Creio que dois anos após morreu minha bisavó, e essa foi a última vez que tivemos uma reunião familiar, já que ela era quem unia todo mundo. O quarto foi de um tio meu... Nesse dia, eu recebi a noticia da minha aprovação no vestibular. Minha mãe chegou tão feliz no local que ninguém tava mais se importando com o escândalo que uma tia minha tava fazendo. Detalhe essa mesma tia saiu do velório direto prum aniversário de criança e ainda nos convidou. Também não vou esquecer do quanto as pessoas são bobas com algumas crenças... Ele estava com um prato de sal grosso no peito, me disseram que era pra proteger, algo assim... Certo, proteger de quê? Céu ou inferno, não tem escolha depois de morto.
Em 2006, “me convidei” pro velório da avó que um amigo... Nós estávamos brigados há meses e eu vi que seria uma oportunidade de fazermos as pazes. Fui oportunista, mas deu certo.
O último, eu relatei aqui no blog... O interessante disso tudo, é saber que as coisas acabam... Cada um com sua crença. Pra mim, um dia prestaremos contas de tudo. Base cristã. Talvez a minha forma fria de falar sobre a morte, seja em função de nunca ter perdido ninguém próximo. Meus maiores sofrimentos foram pelos meus animais. Enfim, esse texto não tem nada a ver com liçãozinha de moral... Andei brigando com meus pais e pensei como seria minha vida sem eles, aí fui relembrar de tudo e de como as pessoas que amavam seus mortos agiram. Só isso.

Até hoje o episódio da família feliz que estava tomando cerveja me intriga...

perdão pelos erros não tenho corrigir agora, pq estou no serviço... SIM EU ESTOU TRABALHANDO. Aleluia!!! Transeguro na cabeça mano!

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Eu te dedicaria...

Ah, o que seria de nós sem o amor platônico? provavelmente as poesias mais belas não existiriam. Quem nunca gostou de um professor? mas nem sempre é amor ou paixão, é somente aquela admiração, e o Paulinho Moska expressou bem nessa canção...


Admiração
(Paulinho Moska) Sony Music

Meus olhos, famintos, não se cansam
de te acariciar
Procuram sempre um novo ângulo
pra te admirar
E sonham mergulhar na sua boca de vulcão
Provar todo o calor que há na sua erupção

(...)
Devorar a fruta que te emprestou o cheiro
E talvez desfrutar de um amor puro e verdadeiro

Esquecer o espaço, o tempo e o viver
Perder a noção do que é ter a noção do perder
Se um dia eu fui alegria ao te conhecer
Agora canto porque sinto a dor de não te ter



sábado, janeiro 03, 2009

República dos Bananas II- aumentamos as estatísticas!

-Eu só quero a máquina!
Foi o que nos disse o simpático rapaz que há pouco havia parado ao nosso lado. E eu só tomei conta do que estava acontecendo quando vi o punhal enferrujado apontado em minha direção.
-Pode levar, a máquina é sua... disse sorrindo, olhando bem nos olhos, tentando penetrar-lhe a almarazz, sei lá... tentar passar que somos pessoas de bom coração. Não deu certo.
Enquanto a Raquel fazia a "gentileza" de entregar-lhe a câmera, eu levantava as mãos para mostrar que não possuía mais nada. Antamente, eu lembrei que ainda estava com o celular no bolso da calça, e como sempre fui instruída a não reagir e entregar tudo, levei a mão até o bolso e balbuciei algo como "celu", mas uma luz divina junto com o resto de perspicácia que ainda restava em meu ser, alertou-me que o "infeliz" não havia pedido o celular, só a máquina. lol Dei um leve sorriso e tornei a levantar as mãos. Após afirmar que não queria nos "furar" só roubar mesmo (risos) ele ainda nos avisou que tinha uma outra turma roubando celulares e nos apontou a melhor direção pra irmos embora(risos).
Por sorte, poucos minutos antes peguei o celular a chave do carro, que pertence ao pai da Raquel, enfiei dentro da capa da máquina e pus na parte da frente da calça dela, como a roupa é escura o garoto não viu.
Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma busca numa viatura policial... mas tanto a máquina, quanto nossas melhores fotos foram perdidas. Como não tenho nenhuma foto com a Raquel, posto essa que tirei com meu querido amigo Thyago... na época que a passarela ainda não era um bom lugar para assaltos.



Local do assalto!

p.s: Raquel acaba de me informar pelo msn:
Raquel Farias diz:
pra completar, acho q eu vou ser multada ¬¬
Raquel Farias diz:
cry
Palloma Limirio diz:
pq?
Raquel Farias diz:
eu nao lembro
Raquel Farias diz:
vim perturbada acho que passei voando no radar

Palloma Limirio:
Maravilha!

Agora sim, Feliz Ano Novo!!!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Aula grátis de Escutatória

Por Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
(...)
Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
(...) É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado”. Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”. Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou”. E assim vai a reunião.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

leia na íntegra!

Tobias, exemplo de bom ouvinte

Não é bem a falta de diálogo que mina certos relacionamentos, mas sim a falta de audição. Minha luta para esse ano. Aprender a ouvir, e em alguns casos a ficar calada.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Ano novo Lay novo

eu precisava mudar. eu preciso mudar... achei um site incrível cheio de templates incríveis de flores. Como cancelei meu outro blog de testes... farei aqui mesmo. Espero que agrade. Outra coisa... estou em falta com minhas visitas. Aos leitores novos... obrigada e a casa é sua. Aos antigos continuem comigo... Porei tudo em dia. Beijos... aos poucos o blog vai tomando forma.

terça-feira, dezembro 23, 2008

é natal! é natal! lá lá lá lá lá...

Hoje, quando eu penso no natal... só consigo lembrar da última ceia que passei com meus parentes, quando à meia noite uma tia, com idade avançada, fez com que todos dessem as mãos em volta da mesa e após uma oração rápida, um discurso sem sentido, tentou entoar cânticos natalinos... a cena era ridícula, alguns entraram na onda, outros faziam careta. Na medida que ela desafinava eu me contorcia pra não rir, ela cantava e eu tentava me concentrar, ela fechou os olhos puxou todo o ar que estava em seu peito e eu não aguentei... gargalhei.
Mais importante que qualquer comemoração e todos esses blá blá blás de natal, é saber que o teu futuro depende do que você faz hoje. Então, além da análise, promessas e planejamentos para o novo ano, plante e plante muito amor. Nunca
sabemos o dia de amanhã, e você nunca sabe de quem vai precisar... viva além das aparências... mas fique em paz com sua consciência. E jamais esqueça, que você nada é... se Deus não estiver à tua frente. É Ele quem vai te dar força pra abrir os olhos a cada amanhecer, e vai te encher de motivação quando o dia estiver chuvoso. Enfim, Feliz dia de Hoje. Sucesso. Sempre. Beijos.

terça-feira, dezembro 16, 2008

Na casa do passarinho...

- Palloma, você vai comigo?
-nãaaao papaaaai, tô me arrumando à toa.
-que isso? você é minha filha e eu te amo... ficaria melhor se dissesse "Sim papai querido".
sorri sem graça.

Ok, nada a ver o título com o texto... mas achei tão fofinho. Então é isso, devolva tudo com amor... a resposta branda alivia o furor, isso é Bíblico e rimou. opa!
Até o post de natal...

domingo, dezembro 07, 2008

enfim, Adeus!

Após dois anos, meu contrato como estagiária acabou. E por incrível que pareça sinto saudades. O tempo em que fiquei lá não colaborou muito pra que eu aprendesse coisas afins ao meu curso, mas me ensinou muito sobre as pessoas e como lidar com diferentes personalidades. Não é a primeira vez que estagio, à saber estou desde os 17 anos nessa vida, mas é a primeira vez que vou sentir, e foi a primeira vez que eu pude trabalhar com gente divertida e unida. Tive alguns problemas de entendimento com meu chefe, nada relevante agora. Enfim, ficar por mais de um ano esquentando cadeira é ruim, mas deixar de conviver com algumas pessoas é pior ainda. Despedidas acabam comigo.


sexta-feira, dezembro 05, 2008

Filosofia de latrina

- bixo, eu tenho que estudar pro concurso... diferente de ti que não quer nada com a vida...
-quem disse? eu quero sim...mas seria melhor se a vida tivesse pênis.
-lá vem tu... a vida é unissex.


sinônimo de "unissexualidade" pra mim.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

apenas um detalhe...

Vi no jacaré banguela...



e lembrei da conversa de duas garotas, revoltadas, com um ceguinho que fica pedindo esmola dentro do ônibus...
-todo dia ele inventa uma história, pô! meu dinheiro mal dá pra mim e agora tem esse cara... porque é cego... ah, vai aprender a usar "Bráulio", ler "bráulio", sei lá...
-Bráulio?
-é bráulio, né?
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é Braille, com dois L's. Eu me divirto muito fazendo cara de sonsa e ouvindo a conversa alheia.