quinta-feira, junho 26, 2008

Mostre os dedinhos e diga NÃO!

relato de uma, mais ou menos, ex-viciada...

Analisando a vida da Amy Winehouse e até tirando certo escárnio ou achando graça de quem o faz lembrei-me da época que eu passei pelo mesmo. Sim, há algum tempo eu estive quase que na mesma situação, minha sorte foi ter conseguido sair antes de começar a apodrecer viva.
Não me sinto à vontade pra compartilhar isso, mas creio que dividir problemas e experiências é sempre válido, e te ajuda a enxergar o fato de outra forma. Comecei por brincadeira pq me sentia “aliviada” aquela coisa no meu nariz era incrível... Me causava um relaxamento inexplicável, em pouco tempo eu não conseguia mais me livrar. Eu precisava para dormir, para acordar, para comer, sair de casa me causava aflição se eu não usasse antes, até mesmo antes das aulas. Todos que conviviam cmg sabiam disso, mas como nunca atrapalhou minha vida social, ninguém impedia e meus pais acabavam sustentando meu vício, pois não agüentavam me ver nas crises de abstinência, eu gritava, chorava, implorava pra que eles comprassem só mais “um pouquinho” pra mim. Com o passar de alguns anos, o efeito relaxante começou a atrapalhar e eu precisava de algo que me despertasse, foi aí que parti pra uma droga que me causasse euforia... Aí o negócio endoidou, pois uma eu usava quando precisava acalmar e a outra quando fosse pra enfrentar as coisas “acordada”. Ora deprimida, ora agindo como bêbada, super ligada, brincalhona...
Um dia, de madrugada, eu resolvi largar tudo e enfrentar a vida de cara limpa... não estou totalmente livre, ainda uso os dois... mas nenhum tem controle total sobre mim. Hoje, agradeço à Deus por ter me livrado do cloridrato de fenoxazolina (desentupidor de nariz, como costumo chamar) e da cafeína (vários litros de café por dia). Estou lutando por uma vida sem drogas, seja ela qual for...ex namorados e tal, tbm entram na lista.

p.s.:parece palhaçada, mas procurem os efeitos colaterais das duas substâncias, e o que causa um homem idiota.

quinta-feira, junho 19, 2008

Eu e minha cara de privada...

De tudo que tento entender nessa vida, o fato das pessoas adorarem me contar suas peripécias fisiológicas ainda é algo que me intriga... e muito. Eu poderia relatar diversos momentos íntimos... mas vamos ficar com o último...

O dia estava lindo apesar do frio. Enquanto aguardava o ônibus, fiquei pensando na vida, nas coisas que nunca faço, na academia, nos meus quilos a mais que estão grudados em mim feito tatuagem (que nojo!), estava quase me perdendo nos meus devaneios quando fui interrompida por uma mulher...

Pausa...

Antes eu gostaria de fazer um breve comentário "As pesssoas andam carentes."

prosseguindo....

-Eu fico com tanta dó de deixar minha filha em casa... mas preciso trabalhar...

eu ainda tentei esboçar alguma reação, formular alguma resposta, acabei ficando com cara de "nada", mesmo assim, ela prosseguiu...

-O tempo tá louco, hoje fazendo esse frio... ontem com aquele calor imenso eu defequei 3 vezes.


Cri-cri

segunda-feira, junho 16, 2008

Esteja em paz!

Qual é o verdadeiro sentido de estar vivo? Será que é como algumas pessoas dizem, vc nasce, vive, sobrevive em alguns casos, morre e acabou? Ou será que todo vimos com algum propósito? Como funciona aquilo que tentamos compreender mesmo sem aceitar? Por qual motivo, uma criança nasce para aos oito meses morrer?

Algumas coisas na vida exigem explicações óbvias, mas nem todas possuem. E por menor que seja o tempo que alguém fica conosco existe um sentido. Talvez levemos um certo período pra entendermos o real objetivo das coisas. Mas cada um de nós está aqui com uma pequena missão. A breve passagem dessa criança me mostrou o quanto sou relapsa com algumas pessoas. É ficar com aquela desculpa, amanhã eu vou, amanhã eu faço, tbm tenho problemas, e já tem muita gente ajudando... apesar de sempre ter contato com os pais, de acompanhar a gravidez, e antes de tudo eu brincava prevendo que um dia eles teriam filhos... eu só a vi por 3 vezes, na maternidade, numa visita e no velório. E o sentimento de não haver feito algo é horrível. Ontem eu aprendi, com dor, o ditado que diz “a gente só dá valor quando perde”. As coisas não voltam, ela não volta e eu não poderei consertar isso. Mas posso fazer diferente com quem está vivo.

Não espere perder. Esteja sempre com o dever cumprido.