sexta-feira, junho 13, 2008

O dia em que dispensei a poesia...

dia dos namorados, ar romântico, e eu sozinha. Nada mais natural. Mas minha verdadeira preocupação era a de resolver o que minha mãe havia pedido antes de viajar, preparar um kit de cosméticos para presentear uma tia que faz “niver” nesse sábado. Claro, eu havia esquecido. Minha sorte foi ter encontrado, enquanto passava pela praça central, a senhora que revende os produtos (à pronta entrega em até várias vezes, dependendo do valor). Enquanto trocávamos idéia sobre o kit ideal para a aniversariante que fará 60 anos- mas age como se tivesse 30- ao baixar pra pegar algo que havia caído, minha mão esquerda levantou como apóio, e imediatamente alguém pos um papelzinho nela. Olhei para a pessoa e continuei, conversando. Quando terminei o papo finalmente pude ler o que havia escrito no tal papel, Algo mais ou menos assim...

"Se eu tivesse que escolher entre o mundo e você, escolheria você, pois você é meu mundo."

olhei tristemente para o garoto que me entregou e perguntei, mesmo sabendo a resposta “o que é isso?”, ele gaguejou pra dizer que estava precisando de ajuda... eu com lágrimas nos olhos respondi “mas é só um poeminha” devolvi-lhe o papel e fui embora. E esse foi o dia que dispensei a poesia, ou seja lá o que for essa frase. Mas sabe como é, ando contendo minhas despesas e se pra receber um agrado eu tiver que pagar, a coisa complica.

e quanto à criança, ela parecia saudável e tinhas lindos, grande e brilhantes olhos cor de mel, ou seja, ela vai sobreviver.

quarta-feira, junho 04, 2008

Palavra nova...

Aprendendo a usar...

Após uma rasgação de seda absurda e redundante...
-Quer casar comigo?
-não!

Ao pé do ouvido, durante um abraço

-me dá um beijo na boca
-não!!

Negócios, negócios...

-vai me dar o que eu pedi?
-não!

-vc mentiu pra mim... e a promessa?
-Não prometi nada... apenas concordei (?)

mesmo não fazendo sentido o uso, ou não, de algumas palavras te livram de muita coisa.

segunda-feira, junho 02, 2008

Parabéns Mamãe!

às vezes precisamos nos descobrir, e não importa a idade... a mulher mais importante da minha vida começou a se descobrir aos 30 anos quando achou que seria interessante constituir família... mulher de sorte, encontrou alguém disposto a ajudá-la, e mais tarde ganhou mais 2 ajudantes... após educá-las, achou que seria importante voltar a estudar... concluiu aos 53 anos o curso de administração, hj faz pós em psicopedagogia... e daí? muita coisa nessa história não faria sentido ou teria importância... apenas a protagonista dela que hoje completa mais um ano de vida... minha mamãe. Talvez a pessoa que mais bata de frente comigo... a pessoa que eu mais enfrente.... mas a única que me impulsiona a sempre querer mais. É tão bom ter o horizontes ampliados por ela.
Pode ser impulsiva, pode ser faladeira, pode ser chata, pode pegar no meu pé, pode me acordar cedo, pode me tratar como se eu tivesse 5 anos, pode reclamar se eu comer demais, se eu comer de menos, se eu não usar óculos, se eu for dormir tarde, se eu não fizer nada ou se eu não parar em casa... pode ser o que for, mas continue sendo a palavra de conforto quando eu me desespero, continue sendo meus olhos quando eu estiver cega, continue sendo aquele abraço que me aquece, aquela pessoa que faz planos por mim, aquela que chora e sorri por cada bobeira ou vitória minha, a que sente ciúmes, aquela que me acorda pra passear nos dias mais impróprios... seja você mamãe, continue vencendo, se descobrindo...

TE AMO


e te desejo o melhor dessa terra!