sábado, julho 11, 2009

Cozinhando com eles...

Cabelo tem vida própria. Ela sempre fora uma ótima cozinheira, aprendeu a arte ainda cedo. Todas as dicas e truques quem lhe ensinou foi o pai. Segurança, organização e higiene, principalmente higiene. Nada de fazer como a avó que, antes de ser proibida de mexer com o alimentos, assoava o nariz nos panos de prato.

Tudo era preparado impecavelmente, mas ela não tinha culpa de ter queda de cabelo... Não, não era culpa dela, é do estresse da vida moderna. E sempre que cozinhava fazia a vistoria de todos os preparados, pra não passar vergonha caso alguma coisa “caísse saísse do normal”.

Manhã de sábado... dia lindo, sol quente e brilhante, tanto que doía. Peixe, e todos os ingredientes para uma moqueca deliciosa.

Prepara, prepara, prepara

Prova, prova, prova

Comemora, comemora, comemo... eca!

Fio enooooooooooorme de cabelo. "Cara isso não é meu não bicho! Tô de touca, tenha dó...peraí, outro fio?"

Mais um. Outro e outro... "Misericórdia!" Não eram só fios aleatórios, era um bolo de cabelo, desses que se tiram de vassouras. Fora isso, a moqueca ficou perfeita. E ninguém notou, afinal de contas ela sempre cuidou muito bem dos cabelos, higiene é tudo.


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sexta-feira, julho 03, 2009

Ando assim... nostálgica.


Estava aqui relembrando... E senti saudades dos tempos em que te via ou ficava contando os minutos pra te encontrar. Aí, pondo na balança... Vi que não me fizestes mal, apesar de tudo você foi a pessoa que mais me respeitou. Entende isso? Pelo menos as emoções eram infinitamente melhores.

Ando achando tudo vazio. O coração não bate forte, as mãos não suam e nem as pernas estremecem. É provável que esse carinho todo e essa saudade sem muita explicação seja porque, de fato, você foi o primeiro homem da minha vida. Não existe idealização, estamos em caminhos opostos... Em tempos diferentes e com planejamentos diferentes, assim, como sempre foi. Não nascemos um para o outro, tudo foi natural e não restam pendências. O carinho continua o mesmo.

Eu só precisava te contar.


segunda-feira, abril 20, 2009

Pequenos casos da vida comum 3...

Voltava eu, entretida olhando pro bumbum do meu cachorro... e literalmente pensando na morte da “vaca” quando alguém chama minha atenção. Na verdade, como ando desconfiada após ser assaltada, percebi que um homem me seguia. E homem quando me segue senão for pra encher a paciência é pra me assaltar, já notei.

-Senhora? Eu sou fulano e não tô aqui pra assaltar (sei!) tô aqui pedindo uma ajuda... meu filho foi assassinado e eu tô aqui humildemente com essa guia de enterro {ele me mostra apenas uma parte do papel, onde realmente tem escrito “GUIA DE ENTERRO'} e eu já consegui arrecadar uma parte e queria saber... qualquer ajuda senhora, qualquer ajuda... tamo eu e meu outro filho que viu o irmão ser assassinado na porta da nossa casa...
Olhei em volta, pra ver se achava a criança... vi uma cabeçona sendo equilibrada por duas varetinhas calçando sandálias Havaianas... o garoto ainda era forte, vinha chutando pedrinhas. Vi e me compadeci.
-Senhor, eu só tenho 1 real... serve?
-Que Deus lhe dê em dobro...
Com o coração cheio de ternura e alegria, virei para prosseguir meu caminho... quando ouvi o desnutrido murmurar: SÓ ISSO?

Imediatamente me deu vontade de gritar "MENINO VÁ SE LASCAR E ME DEVOLVE ISSO AQUI!" mas por respeito ao meu cachorro achei melhor ir embora sem entrar na provocação.
é... eu já sabia que não é somente a boa intenção que vale.

é mais ou menos isso que eles fazem quando vc vira as costas.

ô gente obrigada por me visitarem... sei que estou em falta, sei disso. Mas as coisas irão fluir. Beijos. Anotei o nome de todos que casariam cmg, vc estão no meu cadernino =p E realmente a felicidade não é criativa.